O último apaga a luz.

Quanto mais me elevo, menor pareço aos olhos de quem não sabe voar.

Friday, November 24, 2006

O ÚLTIMO.


O último dia de aula, foi hoje. E eu ainda não acredito que tudo acabou. Toda a vidinha idiota e super divertida. Onde ser infantil, fazia parte. Gritar numa sala de aula, atacar o lanche das pessoas, filar trabalhos, discutir com professores por meras implicâncias, feiras de ciências, apresentações, educações físicas, olimpíadas, vadiar o ano inteiro; no finalzinho, esforçar-se um pouco e passar, sentar naquele lugar só para vê-lo melhor, pedir Aquela borracha emprestada - e você tem duas no estojo -, arrumar discursõezinhas com aquele coleguinha que você não vai com a cara, dizer para a mãe que está com dor-de-cabeça e não ir ao colégio, reconhecer em pequenas pessoas, grandes seres, grandes amigos, passeios pedagógicos, fotos, festas... Tudo isso acabou. Ainda não caiu a ficha. É triste pensar que nada disso vai ficar pra sempre. Apenas memórias e boas lembranças, que com o tempo, serão apagadas... O agora virou passado, amanhã será o futuro, e o presente está passando a cada milésimo de segundo perdido, a cada tecla que eu digito, a cada pensamento... Não sei se é triste pensar que tudo que se passou foi em vão, e que a partir de hoje, começa uma nova vida... Novidades são boas, mas o ontem e o agora são melhores ainda... Então, uma salma de palmas para a minha vida que se passou! CLAP! CLAP! CLAP! E um MUITO obrigado a todos vocês que desta minha relez vida, que, a partir de agora declaro encerrada. Aos amigos, familiares, inimigos e pessoas que conheci no acaso, cujo momentos foram ótimos - momentos, lembrem-se - e que eu ao menos lembro o nome. Espero que você também façam parte da minha nova vida. Do futuro do ontem que começa agora. Obrigadíssimo.


Ah, o último apaga a luz.

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